O Culto do Amador
Junho 25, 2009
Por Alessandro Jacó
Não há duvidas que a informática seja o grande “divisor de águas” da geração atual, facilitando nossas vidas em todos os sentidos, passamos da já arcaica era analógica para a moderna era digital, facilitando nossas vidas em vários aspectos. Mas para Andrew Keen autor do livro “o culto do amador”, as coisas não são bem assim. Publicado em junho de 2007, o livro traz serias criticas ao fenômeno chamado Web 2.0 ou como o próprio escritor chama de o culto ao amadorismo.
Apesar das criticas, Andrew Keen assumiu ter sido um dos pioneiros no Vale do Silício (região da Califórnia, no EUA, onde se encontra a sede das maiores empresas da área de tecnologia do mundo), com o desejo de deixar a sociedade mais democrática através da nova forma de se utilizar a internet, onde todos têm o seu direito de fazer o que acha melhor.
O autor, meio que um “fiel convertido” mostra em sua obra o outro lado da contemplada e nova internet democratizada, um lado que muitos não vêem. Sites que hoje, são verdadeiras manias da sociedade como: You Tube, My Space, Wikipédia e os blogs. Estão se tornando verdadeiros “portos de Tortuga” (ilha no mar do caribe, onde piratas escondiam ou vendiam seus tesouros roubados). Pelo exorbitante crescimento da pirataria digital as grandes empresas do ramo da música como EMI music, Sony BMG music e as grandes produtoras de Hollywood e jogos digitais que estão perdendo milhões de dólares em arrecadação. Devido à proliferação de “hacks” (piratas virtuais), que não respeitam os direitos autorais e ficam em casa na frente do computador baixando os conteúdos através dos sites da Web 2.0.
No livro também é citado o roubo de propriedade intelectual, principalmente entre os estudantes, que encontram na rede textos ou qualquer conteúdo do tipo onde o autor expõe o seu trabalho e não sabe que sua obra foi “copiada e colada” e entregue como trabalho escolar, que em muitas vezes o professor não percebe que se trata de plágio.
A Wikipédia que é tida como referência de pesquisa na internet e um dos sites mais visitados da rede, mas para Keen a confiabilidade das informações contidas no site é duvidosa, pois como o próprio nome dela diz “a enciclopédia livre” onde qualquer um pode postar informação sobre qualquer coisa, independente se sua formação acadêmica.
Kenn apresenta na obra, estatística e números que segundo o escritor confirmam os problemas que a Web 2.0 está causando na sociedade. Além da destruição da economia o autor teme que a cultura também seja extinta, esse desejo amador está criando cada vez mais viciadas em computadores, vivendo em seu mundo particular.
Mas talvez a maior preocupação de Andrew Keen, é a exposição das crianças a esses conteúdos imorais da Web 2.0. Para o escritor uma das soluções e a fiscalização intensa dos pais e escola, para protegê-las contra pedófilos e pessoas com más intenções. O escritor alerta que por falta de punição aos “transgressores on-line”, a sociedade vê como uma coisa normal baixar um arquivo de música ou um filme em blogs espalhados pela rede.
O culto do amador vem para abri os olhos dos despercebidos para esses perigos iminentes da Web 2.0. É claro, que não podemos deixar de perceber a suma importância da evolução tecnológica que vem melhorando a vida de nossa civilização, apenas devemos ser cautelosos e aproveitar o que for benigno.
PAÍS DO FUTEBOL SE APAIXONA POR EQUIPES EUROPÉIAS.
Maio 29, 2009
Clubes internacionais a cada dia que passa vem conquistando mais torcedores no Brasil.
Não há dúvidas que o futebol é a paixão nacional dos brasileiros. Seus clubes tradicionais como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Internacional entre outros levam multidões aos estádios. Mas, há algum tempo estes times vem tendo que dividir espaço no coração dos torcedores brasileiros com os clubes internacionais, principalmente do continente europeu.
Atualmente, é comum encontrar pessoas vestidas com uniformes de clubes como Barcelona, Chelsea, Milan, Manchester United e Real Madrid. Assim de simples admiradores, acabam se tornando Torcedores.
Um dos fatores que influenciou na proliferação de apaixonados por essas equipes, foi a transmissão em TV aberta dos campeonatos espanhol, inglês, italiano, Copa da Uefa e o principal torneio do continente, a Liga dos Campeões. Além da presença de vários craques brasileiros nos gramados do velho continente, outro fator que contribuiu para essa nova paixão foi o lançamento dos jogos FIFA, Pro Evolution Soccer e Winning Elevem, para PC (computador) e os consoles Playstation e X-Box.
No site de relacionamento Orkut existe um aplicativo referente ao clube do coração. O clube inglês, Manchester United aparece como a 14º maior torcida, seguido pelo Milan, que ocupa a 17ª posição.
Esse interesse dos brasileiros chamou a atenção dos grandes clubes europeus. E nos últimos anos eles vêm investindo com a venda de produtos oficiais do próprio clube e com a formação de colônias de férias. A equipe italiana da Roma, por exemplo, tem uma sede em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O futebol europeu e considerado por muitos o melhor do mundo, pela sua estrutura e o por reunir os melhores jogadores do planeta. Mas, há quem não goste da importação do futebol do velho continente.
Nilton Nogueira, 34 anos, ascensorista, declara que é falta de patriotismo. “Não é como antigamente, a gente passa em uma loja no shopping ou numa banca de camelô, a metade das camisas são desses times de fora. É uma falta de patriotismo. Nossos times são melhores”.
Para alguns apenas admirar a forma de jogar ou os estádios super modernos, não é suficiente. Rodrigo Alves, 22 anos, operador de caixa, se considera torcedor fanático do clube espanhol Real Madrid.
“Sou Flamenguista, adoro o meu time, mas eu vejo todos os jogos do Real Madrid, quando não posso assistir na televisão eu acompanho pela internet”.
A Jornada do Escritor
Maio 29, 2009
Por Alessandro Jacó
A jornada do escritor traz aos amantes de livros e cinema, um “guia prático e eficiente” Para a construção de uma narrativa de muita qualidade. Escrito por Christopher Vogler, o livro é inspirado na obra “O herói de mil faces” de Joseph Campbell.
Vogler se tornou um dos maiores especialistas em contos de fadas, trabalhou nos maiores estúdios do mundo como: Walt Disney, Warner Bros., 20th Century Fox, United Artists e Orion Picture. Avaliou mais de 10.000 roteiros incluindo os grandes sucessos da Disney A Bela e a Fera e O Rei Leão.
No livro, Vogler traz a idéia da “jornada do herói”, um padrão muito usado no cinema norte-americano. A jornada consiste de alguns arquétipos e estágios diferentes no caminho do herói. O escritor divide o livro em três partes. A primeira apresenta ao leitor os setes arquétipos usados com mais freqüência: Herói, Mentor (velha ou velho sábio), Guardião de limiar, Arauto, Camaleão, Sombra e Pícaro. A segunda parte mostra os 12 estágios pela qual o herói irá atravessar: 1.Mundo comum; 2.Chamada á aventura; 3.Recusa do Chamado; 4.Encontro com o Mentor; 5.Travessia do Primeiro Limiar; 6.Testes, Aliados, Inimigos; 7.Aproximação da Caverna Oculta; 8.Provação; 9.Recompensa; 10.Caminho de Volta; 11.Ressurreição; 12.Retorno com o Elixir. E por último um epílogo da jornada.
A linguagem da jornada do escritor é simples e de fácil entendimento, não deixando o leitor confuso no ato da leitura. Apesar de a jornada seguir certo cronograma, Christopher Vogler não impõe aos roteiristas e escritores que consultam o seu “manual”, a seguir exatamente como condiz o livro, ele os deixam livres para criarem seus próprios contos e histórias.
Para facilitar ainda mais a compreensão dos capítulos, Vogler usa como exemplo vários filmes incluindo sucessos como: Star Wars, Titanic, E.T: O Extraterrestre, O silêncio dos inocentes entre outros. Ao Término de cada capítulo da segunda parte da obra, ele propõe perguntas a quem lê para uma maior interação com o livro.
Após a leitura da jornada do escritor, o leitor terá uma visão diferente ao assistir a um filme ou a ler um romance, entrará mais profundamente na história. Vogler demonstra em seus textos que o público na verdade tem os mesmos desejos e anseios. Torcem para que o herói consiga completar seu destino, mas, também deseja vê-lo em apuros, pois, é emocionante ver o herói passando pelos obstáculos, se dando bem no final e recebendo a sua recompensa merecida.
O público tende a se identificar com alguns personagens, comparam a narrativa com sua história pessoal.O livro é chamado de “a bíblia do roteirista de Hollywood” pelo diretor e roteirista Ruy Guerra. A jornada do escritor se tornou um excelente manual para os escritores e roteiristas e um bom livro para a leitura.
Ética e Responsabilidade acima da Liberdade
Maio 20, 2009
Por Alessandro Jacó
Com a implantação da democracia, a sociedade saiu da obscuridade do poder monárquico e absoluto para a luz dos direitos iguais e da liberdade de expressão. Uma nova imprensa também nascia, diferenciada daquela do século XVII, o “jornalismo de salão”, controlado pela nobreza e o clero.
O novo jornalismo, que virou empresa, conquistou a tão desejada “liberdade de imprensa”. Atualmente, vemos uma imprensa presente que sempre nos informa tudo o que se passa no Brasil e no mundo. A população acredita no que é noticiado pela imprensa. Por isso, cabe ao jornalista ser responsável.
Um dos casos mais conhecidos de irresponsabilidade jornalística foi o do repórter norte americano Stephen Glass. Na década de 90, ele publicou 27 artigos falsos em uma das maiores revistas dos Estados Unidos, á “The New Republic”. Em 2003, essa historia virou filme dirigido por Billy Ray e estrelado por Hayden Christensen e Peter Sarsgaar.
Conhecida como o “quarto poder”, a imprensa tem o dever de fiscalizar os Três Poderes (executivo legislativo e judiciário). Vários escândalos de parlamentares são revelados. Muitos, frutos de uma investigação jornalística. Às vezes, repórteres se passam por outras pessoas para obter informações, e chegando até a roubar documentos que comprovem o crime.
Alguns jornalistas têm processos abertos no conselho de ética, mas continuam a fazer seu trabalho de investigação. Tudo é válido para obter a informação, principalmente se tratando de autoridades públicas.
Deve-se tomar cuidado ao publicar uma matéria. È necessário antes de tudo empregar a “visão teleológica”, que leva o jornalista a refletir qual será a conseqüência da matéria. Muitas pessoas têm suas imagens denegridas para a sociedade devida á matéria que não deveria se quer ter saído da redação.
Um grande exemplo que podemos citar sobre o poder de influência da imprensa na sociedade, aconteceu em 30 de outubro de 1938, nos Estados Unidos. Orson Welles era radialista e tinha um programa na rádio CBS, chamado “radio teatro Mercury”. Ele decidiu narrar a historia do livro “A guerra dos mundos”, de H.G Wells, sobre um ataque alienígena á Terra. Na ocasião cerca de 6 milhões de pessoas sintonizaram o rádio no programa de Welles.Segundo a CBS, cerca de 1,2 milhão de pessoas acreditaram na história narrada pelo radialista.Provavelmente por não terem ouvido o início do programa, quando foi avisado que era apenas dramatização.
Podemos retirar dessas experiências que a ética e a responsabilidade, são os principais preceitos para uma jornalista acima até da liberdade de imprensa. Somos livres, mas principalmente devemos ser responsáveis, pois á própria ética nos torna livres.
Shattered Glass – O Preço de Uma Verdade
Maio 18, 2009
Por Alessandro Jacó
Um filme de 2003 que conta a história verídica do jornalista Stephen Glass, que se tornou na década de 90 um dos principais repórteres da revista “The New Republic’’, de Washington, Estados Unidos.
Graças aos seus furos de reportagens e artigos inovadores, o jovem jornalista cresceu muito rápido dentro da revista. Mas, a maioria de suas reportagens eram farsas. Quando foi descoberto, ele foi banido do mundo jornalístico. Houve uma grande preocupação da New Republic, pois, como poderia se explicar. Era uma das revistas mais importantes do país, suas páginas eram lidas por muitas pessoas e até entregue no “Air Force One” avião oficial do presidente dos Estados Unidos.
A matéria que pôs fim á carreira do repórter foi sobre o “menino biônico”, um hacker que havia conseguido entrar no sistema de uma grande empresa, e exigiu cerca de 1 milhão de dólares e outras regalias para não espalhar documentos importantes da empresa. A notícia fraudulenta deixou os repórteres da revista “Forbes Digital” encabulados com as fontes citadas no artigo. Eles decidiram investigar e constataram que todas as fontes e a empresa eram imaginárias e criadas pela mente de Stephen Glass. Após essa história vir á tona, o editor da New Republic descobriu que o jovem de imaginação fértil havia inventado 27 dos 41 artigos publicados na revista.
Uma das principais mensagens do filme é mostrar aos jornalistas e estudantes de jornalismo, o quanto é importante a ética jornalística com os leitores e telespectadores, tanto quanto os companheiros de profissão. O jornalista tem um papel muito importante na sociedade, que é o de levar a informação a todos. Casos como o de Stephen Glass, deixam a sociedade preocupada e a pensar duas vezes ao ler uma coluna de jornal ou uma matéria na televisão.
A notícia tem que ser buscada, mas, seguindo os princípios éticos, e, principalmente, levando á verdade, apurando os fatos detalhadamente para que não haja nenhum tipo de farsa.
O caso Welles – Guerra dos Mundos
Maio 18, 2009
Por Alessandro Jacó
Nos últimos tempos, um dos assuntos que mais intrigam a nossa civilização é a provável existência de seres extraterrestres. Existem várias historias e testemunhos que afirmam a existência desses seres, mas nenhuma que convença a todos os habitantes da Terra. Muitos têm a expectativa de um possível contato. Mas imagine vivenciar um ataque contra o nosso planeta. Imaginou?
Em 30 de Outubro de 1938, cerca de 6 milhões de pessoas sintonizaram o rádio na freqüência da rádio CBS, no programa Radio teatro Mercury, apresentado por Orson Welles, que adaptou o roteiro do livro de H.G. Wells – Guerra dos Mundos, onde acontece um ataque marciano sobre a Terra.
Welles deixou claro que tudo que iria contar era apenas uma dramatização. Não se tratava de uma história verídica. Mas, cerca de 3 milhões de pessoas não chegaram escutar o aviso.
O programa começou normalmente, como todos os dias. Até que a música foi interrompida para uma notícia de última hora: especialistas constatavam que estava havendo explosões em Marte. Após isso o programa voltou a sua programação normal, tocando musicas da época. Durante quase todo o programa, ocorreram interrupções com novas notícias.
Orson Welles era muito frio ao narrar os fatos da história. Usou bem os efeitos sonoros, as entrevistas com autoridades e especialistas. Até que, então, veio a notícia que causou grande impacto nos ouvintes. Marcianos haviam pousado em uma pequena fazenda próxima de Grover’s Mill, no estado americano de New Jersey. Os alienígenas começaram a atacar os humanos presentes no local, com armas que os pulverizavam. O repórter, que segundo a dramatização que estava no local, narrava o fato com muito desespero.
Ao escutarem o programa no rádio, o medo tomou conta dos moradores de New Jersey, Nova York e Newark. Pessoas ligavam para familiares. Houve congestionamentos nas rodovias. Alguns se preparam para uma possível guerra carregando suas armas guardadas em casa. Foram apenas 60 minutos de programa. Ao final, Welles contou que tudo não passava de uma travessura de halloween. O nosso planeta estava bem e era falso o ataque extraterrestre.
No dia seguinte, o acontecimento foi parar na capa dos principais jornais, como New York Times e Daily News. Segundo a CBS, cerca de 1,2 milhão, dos 6 milhões que sintonizaram no programa de Welles, acreditaram cegamente que a Terra estava sendo atacada. O caso marcou para sempre o mundo da comunicação. Prova o poder que existe na mídia.
Ética e Responsabilidade na Imprensa
Maio 18, 2009
Dilemas:
- Um repórter mente e suborna fontes para obter informações de interesse publico, a qual não teria acesso se identificasse como jornalista.
O principal intuito do jornalista é levar a informação à sociedade, não importa qual seja a forma com que a obtém. É claro que, respeitando o código de ética do jornalista.
É preciso de artimanhas para obter as informações, as fontes que desconfiarem que possam ser prejudicadas, jamais vão entregar uma informação a um jornalista, portanto se necessário for, não se identificar e uma boa opção na busca da informação.
- O jornalista deve publicar uma reportagem mesmo sabendo que ela pode prejudicar as pessoas?
Se for de interesse público sim, pois a maioria dos casos, são de corrupção envolvendo dinheiro público. Independente de quem seja é preciso que a sociedade saiba.
Mas, se a reportagem não for pública, cabe ao jornalista usar o bom senso e avaliar se irá ou não prejudicar quem está envolvido no fato.




