Ética e Responsabilidade acima da Liberdade
Maio 20, 2009
Por Alessandro Jacó
Com a implantação da democracia, a sociedade saiu da obscuridade do poder monárquico e absoluto para a luz dos direitos iguais e da liberdade de expressão. Uma nova imprensa também nascia, diferenciada daquela do século XVII, o “jornalismo de salão”, controlado pela nobreza e o clero.
O novo jornalismo, que virou empresa, conquistou a tão desejada “liberdade de imprensa”. Atualmente, vemos uma imprensa presente que sempre nos informa tudo o que se passa no Brasil e no mundo. A população acredita no que é noticiado pela imprensa. Por isso, cabe ao jornalista ser responsável.
Um dos casos mais conhecidos de irresponsabilidade jornalística foi o do repórter norte americano Stephen Glass. Na década de 90, ele publicou 27 artigos falsos em uma das maiores revistas dos Estados Unidos, á “The New Republic”. Em 2003, essa historia virou filme dirigido por Billy Ray e estrelado por Hayden Christensen e Peter Sarsgaar.
Conhecida como o “quarto poder”, a imprensa tem o dever de fiscalizar os Três Poderes (executivo legislativo e judiciário). Vários escândalos de parlamentares são revelados. Muitos, frutos de uma investigação jornalística. Às vezes, repórteres se passam por outras pessoas para obter informações, e chegando até a roubar documentos que comprovem o crime.
Alguns jornalistas têm processos abertos no conselho de ética, mas continuam a fazer seu trabalho de investigação. Tudo é válido para obter a informação, principalmente se tratando de autoridades públicas.
Deve-se tomar cuidado ao publicar uma matéria. È necessário antes de tudo empregar a “visão teleológica”, que leva o jornalista a refletir qual será a conseqüência da matéria. Muitas pessoas têm suas imagens denegridas para a sociedade devida á matéria que não deveria se quer ter saído da redação.
Um grande exemplo que podemos citar sobre o poder de influência da imprensa na sociedade, aconteceu em 30 de outubro de 1938, nos Estados Unidos. Orson Welles era radialista e tinha um programa na rádio CBS, chamado “radio teatro Mercury”. Ele decidiu narrar a historia do livro “A guerra dos mundos”, de H.G Wells, sobre um ataque alienígena á Terra. Na ocasião cerca de 6 milhões de pessoas sintonizaram o rádio no programa de Welles.Segundo a CBS, cerca de 1,2 milhão de pessoas acreditaram na história narrada pelo radialista.Provavelmente por não terem ouvido o início do programa, quando foi avisado que era apenas dramatização.
Podemos retirar dessas experiências que a ética e a responsabilidade, são os principais preceitos para uma jornalista acima até da liberdade de imprensa. Somos livres, mas principalmente devemos ser responsáveis, pois á própria ética nos torna livres.
Olá Alessandro!
Parabéns pelo blog. Gostei muito do seu texto. Percebe-se que está disposto em seguir nessa profissão. Mantenha esse ânimo sempre. Esse é o caminho. Você é capaz.
Acompanharei o Blog.
Grande abraço.
Eli Negreiros